segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tirando a Trave do Próprio Olho - O Gênesis



"Homem Miserável que eu Sou !"
- Romanos 7:24


Breve Introdução

O Anônimo das Pedras, agora sem pedras como ele mesmo diz, disse que eu deveria tirar a trave do meu próprio olho, pois então vou falar um pouco da minha trajetória dentro da Organização. Pois creioque para entrar em certos assuntos é necessário um histórico e contexto, claro que não poderei entrar em todos os pormenores de minha vida aqui, pois algumas coisas são muito pessoais e quero que continuem assim.

O Anonimo das Pedras e a Anônima do Mar falam sobre coisas boas e ruins, e falam sobres líderes, e a Anônima das Pedras dá a entender que o problema esta na liderança e que os que estão nos bancos geralmente representam o lado bom. Eu tenho uma opinião diferente sobre isto, eu penso que a força dos líderes esta naqueles acomodados que se sentam nos bancos, não estou colocando a culpa neles, não se trata disto, mas quero dizer que o tronco espinhento não é composto apenas de liderança, como Paulo mencionou assim como um corpo todos tem sua cota de participação. Mas volto nisto um pouco mais a frente.

O que quero falar agora como Deus que mais tarde passei a identificá-lo como Jeová entrou na minha vida, como se desenvolveu minha relação com ele e como ela se modificou ao me tornar TJ e como ela é hoje. Afinal o que faz com que uma religião entre em nossas vidas geralmente tem haver com uma necessidade espiritual, mas nem sempre.

Minha Infância

Eu nasci numa família católica comum, e num País cristão, tenho certeza que minha cultura e forma de pensar hoje seria muito diferente se tivesse nascido na Índia, China ou outro País que não seja cristão. Me lembro de ter ido a Igreja algumas vezes quando criança, e me lembro de muitas conversas que ouvia de minha mãe e meus tios sobre a Bíblia e assuntos ligados a Deus. Me lembro que um dos meus tios costumava trazer sua Bíblia para a casa da minha avó, e ficavam conversando sobre passagens que linham, discutindo, tentando entender, dando opiniões, etc. Eu era jovem, mas ficava curioso com estas conversas, me chamava atenção, sentia um arrepio muito grande quando liam Apocalipse, pois eu entendia como sendo reais ( literais ) a coisa da besta e outros simbólos deste livro. Alias minha mãe usava muito algumas destas figuras de linguagem e o medo envolvido para me ensinar coisas, do tipo, "esta vendo, isto é o que acontece se você não fizer a vontade de Deus".

Ao mesmo tempo que eu tinha medo de certas coisas, no geral eu não tinha medo de Deus, na verdade eu conversava com ele como um amigo, esta era minha relação. Mas eu achava que tinha que fazer a oração do Pai nosso todas as noites, então minha rotina era conversar com Deus, eu não chamava isto de oração, mas depois eu rezava o Pai Nosso como uma espécie de obrigação, acho que uma herança dos ensinos católicos de minha família. Eu também fazia o sinal da cruz quando passava diante de uma Igreja e coisas deste tipo, como muitos. Mas eu tinha medo das imagens e de Igrejas, elas eram muito sombrias para mim, era confuso isto, pois ao mesmo tempo que eu tinha reverencia para estas coisas eu tinha medo.

Assim era minha relação com a religião católica, reverencia, medo e respeito. Mas minha relação com Deus era um assunto a parte, não tinha uma ligação com isto. Eu o questionava, eu me desculpava, eu pedia, eu agradecia, etc.

Como acontece com a maioria dos brasileiros de família pobre, posso dizer que minha infancia neste contexto foi normal. Marcada por dificuldades e alegrias. O primero contato que tive com a religião das Testemunhas de Jeová foi na minha infancia. Me lembro de um homem que sempre vinha nos visitar toda semana com seu filho, ele ficava com meus pais lendo uns livros e falando sobre a Bíblia, me lembro muito bem de uma Bíblia verde, um livro vermelho e outro amarelo. Eu tinha conciência que este senhor que vinha nos visitar era um tipo de crente, era assim que entendiamos as pessoas cristãs não católicas, que frequentavas igrejas em forma de casa ou em lugares parecidos com bares.

Este senhor era muito bom e paciente. Era engraçado que enquanto meus pais estudavam com ele, eu ficava com o filho deste homem no quarto com o livro amarelo, acho que a idéia era de que o filho dele nos ensinasse este livro. Mas na verdade o que fazíamos era muita bagunça. Na verdade eu observava muito o comportamento deste garoto, ele era muito bagunceiro, e eu percebia claramente que ele tinha um comportamento diante do pai e outro quando estávamos sozinhos. E ficava indignado quando levava uma bronca da minha mãe por causa das bagunças que em geral eram fomentadas por ele, e mais indignado ainda quando minha mãe dizia que eu deveria ser como ele. Pois eu sabia muito bem que o moleque tinha o que vim a conhecer muitos anos depois na organização como "dupla personalidade". Mas no fundo, no fundo ele era apenas um garoto normal como todos os outros, com a única diferença de ter que representar um papel que não lhe cabia ou pertencia, mas isto é outra discussão. O fato é que foi assim que as Testemunha de Jeová entraram na minha vida, mas eu não tinha conciencia a época do que se tratava e as únicas coisas que ficaram desta esperiencia foi conhecer algumas histórias bíblicas, sim, o livro Histórias Bíblicas ainda é um bom livro, eu aprendi as histórias de muitos personagens bíblicos nele, isto foi uma coisa positiva, pois embora a doutrina TJ esteja presente nela, no geral ele ensina mesmo são as histórias da bíblia, de uma forma cronológica e fácil de assimilar.

Minha família não se tornou TJ nesta época nem me lembro de ter ido ao Salão do Reino, me lembro que minha mãe me levou a algumas igrejas. Me lembro de ter ido em algumas igrejas evangélicas a convite de amigos, mas eu não pensava em seguir nada, era apenas um garoto, com meus próprios sonhos e desejos. E a religião não tinha qualquer importancia na minha vida e minha relação com Deus continuava da mesma foma, um amigo, e minha conversas com ele sempre longas e sempre sobre qualquer assunto, e claro que sempre antes de dormir o ritual do Pai Nosso. Era engraçado que algumas vezes eu acordava a noite e ficava em dúvida se tinha rezado o Pai Nosso e então rezava novamente.

Continua...próximo post !

1 comentários:

Anônimo disse...

Ok, Parabéns!!! você conseguiu fazer um elogio .Viu? Não foi tão difícil assim. Também concorso com você que é um bom livro, aliás acho que muitos poderiam usá-lo para ensinar seus filhos.Tenho toda a paciência de que necessita. Me identifco em alguns pontos de sua infãncia. Continue...