Momento de Meditação - Contemplando o Mar
"Tu mesmo fizeste muitas coisas, Ó Jeová, meu Deus, sim, as tuas obras maravilhosas e os teus pensamentos para conosco; Não há quem se compare a ti." - Salmos 40:5 A praia ! O mar ! Como esta beleza da natureza nos fascina, apenas ficar sentado na beira de uma praia ouvindo o som do mar é algo que nos provoca diversas sensações. Uma pessoa muito especial em minha vida tem um amor e admiração muito grande por esta obra de Deus. Ela ajustou sua vida para poder estar perto do mar, pode desfrutar da sua paz, da sua alegria e da sua beleza.
Nós que vivemos na agitação de uma grande metrópole as vezes não nos damos conta de como Deus tem demonstrado sua habilidade como artesão, como pintor e como paisagista. Mas quando temos a oportunidade de estar diante de uma obra de arte, esculpida por suas mãos é inevitável nos curvar diante de tamanha grandiosidade.
Minha vida neste ultimos anos tem sido de altos e baixos, acho que como a vida de todo ser humano na face da terra. Mas no meu caso em especial, foram fortes emoções. Minhas reflexões são fruto de como o meu eu interage com o ambiente ao meu redor, como sinto o ar que me toca, o amor que me cerca, a musica que entra em meus ouvidos, o paladar, o tato, o amor. Sou uma pessoa 100% coração ! Quando digo isto minha mãe TJ sempre faz questão de me lembrar que o coração é traiçoeiro. Mas o meu coração é algo que Deus me deu, assim ele me fez, esta é a minha personalidade, e por este coração eu sou feliz, eu amo, eu sofro ! Talvez o coração seja mesmo traiçoeiro, mas as vezes ele também é o leme que nos guia, é dele que emana o mais profundo e puro sentimento, o amor ! E foi por ter um grande coração amoroso que Cristo entrego sua vida por nós ! Se ele fosse apenas racional talvez não fizesse tamanho ato de bondade !
O que acontece é que na última semana recebo em minha casa uma visita de um amigo, que praticamente me arrastou para um passeio de final de semana. Fomos a praia. Eu a princípio tentei resistir ao convite inesperado, com aquelas desculpas comuns a nós seres políticos e sociais, nossos famigerados compromissos. Mas ele não se deixou vencer, foi incisivo, só sairia de casa comigo ! Diante de tamanha persistencia e ao mesmo tempo movido por um sentimento interior de faça alguma coisa, se permita, eu simplesmente concordei e me deixei levar. Acho que me joguei !
Então lá fomos nós ao litoral. Já faz algum tempo que não vou a praia, nem me lembrava mais da sensação de estar em frente ao mar, sentir o calor do sol de uma forma tão intensa que somente lá é possível sentir. Chegamos ao anoitecer, o clima estava bem agradável a casa onde ficamos bem grande e arejada, um ambiente muito propício para alguns aperitivos e uma boa conversa entre amigos, até que nós deixamos vencer pelo cansaso e na expectativa do dia seguinte.
Minha relação com a praia e com o mar é um pouco diferente da maioria das pessoas. Tenho certeza que muitos no dia seguinte acordariam o mais cedo possível para se jogar ao mar e tomar um belo banho de praia e ficar se bronzeando na areia da praia. Eu preferi pela manhã dar uma volta de bicicleta. Na orla da praia tinha uma ciclovia, muito bem conservada e sinalizada, rodeada de palmeiras. Resolvi então pedalar por sua extensão e o que começou com algo totalmente despretencioso logo teve objetivo. Percebi que a ciclovia era bem extensa, então descidi seguir até encontrar o seu final, este se tornou o meu objetivo. Mas ao mesmo tempo sem nenhuma pressa, apenas pedalando de forma calma e ritimada.
Foi durante estas pedalas, contemplando as palmeiras ao redor, o mar, as pessoas que iam e viam. De vez em quando um casal apaixonado, uma familia com crianças, um velho sentado numa cadeira lendo um jornal. Enfim caricaturas do nosso cotidiano, caricaturas do que representa a cada um de nós seres humanos em nossas diferentes estapas da vida, em nossas diferentes relações sociais e ao mesmo tempo nossa relação com o mar. Eu mesmo era parte daquele cenário, eu mesmo me via como uma caricatura, alguém montado numa biclicleta, querendo alcançar o final da ciclovia, observando, explorando, sentindo e meditando !
E o interessante é que cada caricatura me lembrava de alguma fasceta. Uma familia com crianças, minha infancia ! Um idoso, meus avós ! Um casal, meu amor ! A natureza, Deus !
Mas a ciclovia parecia não ter fim, assim como que por mais me aprofundasse em meus sentimentos e pensamentos tanto mais fundo eu ai e mais distante parecia chegar a sua total extensão. Em certo momento do trajeto, quando já tinha pedalado mais de uma hora me dei conta que não havia levado nada, quer dizer quase nada. Era epenas eu, sem camisa, apenas de bermuda, chinelo, um celular no qual eu escrevia torpedos em alguns momentos do trajeto para alguém no qual desejava muito compartilhar este momento, e uma bicileta. Mas eu tinha também o calor do sol, o vento em meu rosto, uma bela paisagem ao meu redor, o som do mar e uma ciclovia a percorrer. Entretanto pensei: Nossa, se acontecer algo, tipo furar um pneu, quebrar a corrente, sei lá, qq coisa ?
Este pensamento logo foi substituido por outro: Nossa como é bom sair, simplesmente sair, sentir o vento no rosto, no coração apenas o desejo, a sensação da aventura, sem programação, sem medo ! Que excelente oportunidade de testar nossa capacitade de lidar com o inusitado, de confiar no Deus provedor e na nossa capacidade de acreditar. Acreditar que tudo vai dar certo, mesmo que aconteçam imprevistos ao longo do caminho, vai dar certo pois encontraremos um jeito de lidar com a situação.
Depois fiquei pensando se eu estava meditando sobre meu trajeto na ciclovia ou em minha trajetória de vida. As vezes nos programamos tanto, queremos que as coisas saiam exatamente como o planejado, tudo miletricamente calculado como se nossa vida fosse uma receita de bolo ou um programa de computador. Mas a vida é cheia de aventuras, cheia de surpresas, e nem sempre saem conforme o programado, e se queremos tudo sobre controle, se confiamos tanto em nossa capacidade de antecipação e programação, acabamos que supreendidos pelo inusitado e frustados por ter que lidar com uma situação inesperada.
Talvez mais importante do que a capacidade de se programar, seja a capacidade de lidar com as incontingencias da vida, a capacidade de acreditar em nós mesmos, a capacidade de acreditar que nunca estaremos sozinhos, que Deus de alguma forma nos ajudará a encontrar uma saida e percorrer o nosso caminho.
Todos temos a nossa ciclovia a percorrer, e as vezes ela é tão longa que não sabemos onde ela vai dar. Mas talvez não precisamos estar tão preocupados quando iremos chegar ao seu final e onde ela vai terminar ! Talvez seja melhor aproveitar trajeto, simplesmente seguir, sentir o vento no rosto, o barulho e o cheiro do mar, os sorrisos que vem e vão nas caricturas ao longo do trajeto, as ezes aumentar o rítmo, as vezes fazer uma pausa para descansar e as vezes enviar um torpedo para alguém, simplesmente dizendo: "Estou aqui, um lugar maravilhoso, num momento de paz, com o coração transbordando de sentimentos e diante de tudo, lembrei de você e compartilhar este momento com você o faria ainda mais especial."
Nós que vivemos na agitação de uma grande metrópole as vezes não nos damos conta de como Deus tem demonstrado sua habilidade como artesão, como pintor e como paisagista. Mas quando temos a oportunidade de estar diante de uma obra de arte, esculpida por suas mãos é inevitável nos curvar diante de tamanha grandiosidade.
Minha vida neste ultimos anos tem sido de altos e baixos, acho que como a vida de todo ser humano na face da terra. Mas no meu caso em especial, foram fortes emoções. Minhas reflexões são fruto de como o meu eu interage com o ambiente ao meu redor, como sinto o ar que me toca, o amor que me cerca, a musica que entra em meus ouvidos, o paladar, o tato, o amor. Sou uma pessoa 100% coração ! Quando digo isto minha mãe TJ sempre faz questão de me lembrar que o coração é traiçoeiro. Mas o meu coração é algo que Deus me deu, assim ele me fez, esta é a minha personalidade, e por este coração eu sou feliz, eu amo, eu sofro ! Talvez o coração seja mesmo traiçoeiro, mas as vezes ele também é o leme que nos guia, é dele que emana o mais profundo e puro sentimento, o amor ! E foi por ter um grande coração amoroso que Cristo entrego sua vida por nós ! Se ele fosse apenas racional talvez não fizesse tamanho ato de bondade !
O que acontece é que na última semana recebo em minha casa uma visita de um amigo, que praticamente me arrastou para um passeio de final de semana. Fomos a praia. Eu a princípio tentei resistir ao convite inesperado, com aquelas desculpas comuns a nós seres políticos e sociais, nossos famigerados compromissos. Mas ele não se deixou vencer, foi incisivo, só sairia de casa comigo ! Diante de tamanha persistencia e ao mesmo tempo movido por um sentimento interior de faça alguma coisa, se permita, eu simplesmente concordei e me deixei levar. Acho que me joguei !
Então lá fomos nós ao litoral. Já faz algum tempo que não vou a praia, nem me lembrava mais da sensação de estar em frente ao mar, sentir o calor do sol de uma forma tão intensa que somente lá é possível sentir. Chegamos ao anoitecer, o clima estava bem agradável a casa onde ficamos bem grande e arejada, um ambiente muito propício para alguns aperitivos e uma boa conversa entre amigos, até que nós deixamos vencer pelo cansaso e na expectativa do dia seguinte.
Minha relação com a praia e com o mar é um pouco diferente da maioria das pessoas. Tenho certeza que muitos no dia seguinte acordariam o mais cedo possível para se jogar ao mar e tomar um belo banho de praia e ficar se bronzeando na areia da praia. Eu preferi pela manhã dar uma volta de bicicleta. Na orla da praia tinha uma ciclovia, muito bem conservada e sinalizada, rodeada de palmeiras. Resolvi então pedalar por sua extensão e o que começou com algo totalmente despretencioso logo teve objetivo. Percebi que a ciclovia era bem extensa, então descidi seguir até encontrar o seu final, este se tornou o meu objetivo. Mas ao mesmo tempo sem nenhuma pressa, apenas pedalando de forma calma e ritimada.
Foi durante estas pedalas, contemplando as palmeiras ao redor, o mar, as pessoas que iam e viam. De vez em quando um casal apaixonado, uma familia com crianças, um velho sentado numa cadeira lendo um jornal. Enfim caricaturas do nosso cotidiano, caricaturas do que representa a cada um de nós seres humanos em nossas diferentes estapas da vida, em nossas diferentes relações sociais e ao mesmo tempo nossa relação com o mar. Eu mesmo era parte daquele cenário, eu mesmo me via como uma caricatura, alguém montado numa biclicleta, querendo alcançar o final da ciclovia, observando, explorando, sentindo e meditando !
E o interessante é que cada caricatura me lembrava de alguma fasceta. Uma familia com crianças, minha infancia ! Um idoso, meus avós ! Um casal, meu amor ! A natureza, Deus !
Mas a ciclovia parecia não ter fim, assim como que por mais me aprofundasse em meus sentimentos e pensamentos tanto mais fundo eu ai e mais distante parecia chegar a sua total extensão. Em certo momento do trajeto, quando já tinha pedalado mais de uma hora me dei conta que não havia levado nada, quer dizer quase nada. Era epenas eu, sem camisa, apenas de bermuda, chinelo, um celular no qual eu escrevia torpedos em alguns momentos do trajeto para alguém no qual desejava muito compartilhar este momento, e uma bicileta. Mas eu tinha também o calor do sol, o vento em meu rosto, uma bela paisagem ao meu redor, o som do mar e uma ciclovia a percorrer. Entretanto pensei: Nossa, se acontecer algo, tipo furar um pneu, quebrar a corrente, sei lá, qq coisa ?
Este pensamento logo foi substituido por outro: Nossa como é bom sair, simplesmente sair, sentir o vento no rosto, no coração apenas o desejo, a sensação da aventura, sem programação, sem medo ! Que excelente oportunidade de testar nossa capacitade de lidar com o inusitado, de confiar no Deus provedor e na nossa capacidade de acreditar. Acreditar que tudo vai dar certo, mesmo que aconteçam imprevistos ao longo do caminho, vai dar certo pois encontraremos um jeito de lidar com a situação.
Depois fiquei pensando se eu estava meditando sobre meu trajeto na ciclovia ou em minha trajetória de vida. As vezes nos programamos tanto, queremos que as coisas saiam exatamente como o planejado, tudo miletricamente calculado como se nossa vida fosse uma receita de bolo ou um programa de computador. Mas a vida é cheia de aventuras, cheia de surpresas, e nem sempre saem conforme o programado, e se queremos tudo sobre controle, se confiamos tanto em nossa capacidade de antecipação e programação, acabamos que supreendidos pelo inusitado e frustados por ter que lidar com uma situação inesperada.
Talvez mais importante do que a capacidade de se programar, seja a capacidade de lidar com as incontingencias da vida, a capacidade de acreditar em nós mesmos, a capacidade de acreditar que nunca estaremos sozinhos, que Deus de alguma forma nos ajudará a encontrar uma saida e percorrer o nosso caminho.
Todos temos a nossa ciclovia a percorrer, e as vezes ela é tão longa que não sabemos onde ela vai dar. Mas talvez não precisamos estar tão preocupados quando iremos chegar ao seu final e onde ela vai terminar ! Talvez seja melhor aproveitar trajeto, simplesmente seguir, sentir o vento no rosto, o barulho e o cheiro do mar, os sorrisos que vem e vão nas caricturas ao longo do trajeto, as ezes aumentar o rítmo, as vezes fazer uma pausa para descansar e as vezes enviar um torpedo para alguém, simplesmente dizendo: "Estou aqui, um lugar maravilhoso, num momento de paz, com o coração transbordando de sentimentos e diante de tudo, lembrei de você e compartilhar este momento com você o faria ainda mais especial."

2 comentários:
muito bonita sua postagem! Gostei!
Quanta profundidade, daqui a pouco vc estará escrevendo um livro ou quem sabe entrará para academia brasileira de letras.
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